Na última semana, aconteceu no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC) a 3ª Semana de Combate às Fobias de Gênero na Saúde (SGFGS). O evento teve como objetivo a construção de uma comunicação ampla com as esferas de poder público e privado, através de um trabalho em conjunto com entidades e movimentos sociais comprometidos com o debate da Diversidade de Gênero em Florianópolis. O evento trouxe em sua programação, nos dias 21 a 23 de novembro, temáticas variadas acerca das violências sofridas pelas pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBTT).

A Semana iniciou no dia 21 e trouxe como primeira atividade o lançamento da iniciativa ‘Aliança pela Igualdade e Diversidade’, sob gerência do CCS, para tratar sobre as Violências de Gênero nas Instituições, tema de abertura do evento. A iniciativa será implementada  através do fornecimento de adesivos aos servidores e setores interessados em apoiar e acolher pessoas que tenham passado por algum tipo de violência ou assédio. A logomarca da ação foi criada pelo ex-aluno do curso de Ciências da Computação da UFSC, Bruno Melo.

O segundo dia teve como temática as Violências de Gênero cometidas por profissionais de Saúde. Para falar sobre o assunto sete profissionais compuseram a mesa de debate. Estiveram participando, o professor Daniel Kerry, a presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero da OAB/SC Margareth da Silva Hernandes, a professora Mirele Finckler do NUPEBISC/UFSC, o médico de família e comunidade Thiago Cherem, a psicóloga e ativista Mari Queiroz, a pesquisadora Lígia Moreiras Sena e a socióloga Raphaela Rezende Nogueira Rodrigues.

Os temas do dia 22 de novembro, trataram sobre aborto legal, direito a Atenção Primária à Saúde às pessoas Trans, sobre ideologia de gênero e, principalmente, sobre o debate da questão de patologização da identidade de gênero, pelos ataques contra a Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) 001/1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da Orientação Sexual. “São 345 casos de LGBTfobia e a maioria com pessoas trans no Brasil. O Estado não deve se envolver com o nosso particular, mas deve nos dar garantias de segurança”, enfatizou Margareth Hernandes, uma das palestrantes.

O encerramento foi pautado na questão de Violência de gênero e as populações negligenciadas. Temas como “Violência de gênero nas trajetórias de moradores de rua”, do professor da UNIASSELVI/Blumenau Dalvan de Campos e sobre “Saúde das mulheres privadas de liberdade” explanado pela professora do SPB e membro do Observatório de Direitos Humanos e Saúde Coletiva da UFSC Sheila Rúbia Lindner, fizeram parte da programação.

Confira imagens do evento:

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Fonte: informações Agecom UFSC e site da 3SCFGS

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