Entre os dias  dias 21 a 23 de novembro de 2017 será realizada no Centro de Ciências da Saúde/UFSC a 3ª Semana de Combate às Fobias de Gênero na Saúde. O evento é instituído por diversos coletivos, movimentos sociais, instituições, organizações e pessoas comprometidas com a Diversidade de Florianópolis com o objetivo de construção de uma comunicação ampla entre todos esses segmentos junto com as esferas de poder público e privado. A Semana faz referência também ao dia 25 de novembro, celebrado como o Dia contra a Violência de Gênero.

A Saúde é um dos campos no qual as pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBTT) mais encontram problemas para obterem acesso aos serviços da mesma forma que os heterossexuais, tendo em vista que a formação dos profissionais de saúde parte de uma lógica que reduz o entendimento das pessoas por parte dos profissionais assumindo que todas são heterossexuais e as demais orientações e identidades sexuais são desviantes, consequência da chamada “heterossexualidade compulsória”.

A inscrição no evento pode ser realizada através do link: http://generoesaude.paginas.ufsc.br/inscricoes-da-3scfgs/

A Semana acontecerá no turno noturno, durante os três dias, iniciando às 18h com performances artísticas, e a partir das 18h30 com palestras sobre violências de gênero. No primeiro dia o tema tratado será Violências de Gênero nas Instituições, no segundo será Violências de Gênero cometidas por profissionais na Saúde, e o último dia versará sobre Violência de Gênero e as populações negligenciadas. Confira a programação completa, clique aqui. http://generoesaude.paginas.ufsc.br/programacao-da-3scfgs-2/

Por que devemos combater às Fobias de Gênero na Saúde?

Os profissionais de saúde têm uma função primordial na garantia de direitos humanos e inclusão de pessoas LGBTT, mas ainda carece de modelos formativos em suas formações profissionais que garantam o entendimento e a possibilidade de intervenção que respeite a singularidade das pessoas, independente de suas orientações e identidades sexuais. Na medida em que os serviços públicos de saúde são fundados sob o signo da universalidade do acesso, irrestrito a tod@s cidad@s brasileiros, é de imensa relevância a discussão da diversidade como “orientação sexual” e, baseado nas teorias que versam sobre a heteronormatividade na Sociedade Contemporânea atual, a vivência prática nos referidos serviços implica diversas vezes na exclusão e invisibilidade das “orientações” não heterossexuais, com experiências de discriminação impetradas por profissionais responsáveis pela saúde das pessoas, independente da orientação sexual, expressão e/ou identidade de gênero dos pacientes.

Estudos desse fenômeno, em suas variadas formas de apresentação e sujeitos, têm figurado entre as pautas acadêmicas mais frequentes nas últimas décadas, diante da sua forte presença na sociedade, notadamente naquelas mais urbanizadas. Existe uma crescente preocupação direcionada, nacionalmente, a relevância e os impactos dessa temática nas condições de saúde da população. Mesmo em face aos avanços, como a Política Nacional de Saúde Integral de LGBTT, ainda persistem lacunas no entendimento de algumas questões concernentes à saúde e seus contornos em relação à temática do gênero.

 

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