O coletivo de professores e alunos dos cursos de graduação do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e representantes de movimentos estudantis e de gênero divulgaram a primeira carta de enfrentamento às fobias de gênero na Saúde, de forma exclusiva pelo site do Departamento de Saúde Pública (SPB). A carta foi construída em dezembro de 2016 por 71 participantes, dentre professores e alunos dos cursos de Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Psicologia, Odontologia, Fonoaudiologia, do SPB e do CCS da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Também assinam o documento representantes dos movimentos estudantis e organizações sociais de pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBT) de Florianópolis. A carta faz alusão ao Dia Internacional Contra a LGBTfobia, celebrado nesta terça-feira, 17 de maio.

A preocupação na formação de profissionais de Saúde e sua atuação na garantia dos direitos humanos e inclusão de pessoas LGBT é um dos principais argumentos do documento. De acordo com a menção, “a formação em saúde carece de modelos que garantam o entendimento e intervenções pautadas nas singularidades das pessoas, independente de suas orientações, expressões e identidades de gênero”. Outra questão levantada pelo coletivo é a invisibilidade e a desconsideração de singularidades relacionadas à saúde e aos processos vivenciais/societários dessas pessoas. “Um panorama em que os próprios profissionais de saúde reproduzem e operam a violência contra pessoas LGBT e mulheres”, destaca o texto.

Dia Internacional Contra LGBTfobia

No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” da Classificação Internacional das Doenças. De acordo com o professor do SPB Rodrigo Moretti, que contribuiu para construção da carta, “a mudança foi um marco na luta pela cidadania de pessoas LGBT, tornando-se o Dia Internacional Contra a LGBTfobia”. O professor atua como coordenador do Núcleo de Estudos em Gênero e Saúde (Epicenes) do SPB e ocupa cadeira de Conselheiro titular no Conselho Municipal de Direitos Humanos de LGBT de Florianópolis (SC), tendo sido um dos atores sociais envolvidos na criação do Conselho em 2016.

Clique aqui e leia na íntegra a 1ª carta de enfrentamento às fobias de gênero na Saúde

 

 

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